quinta-feira, 30 de julho de 2015

Doenças Reumáticas e Alimentação

Geralmente falamos em reumatismo como se fosse uma doença única. No entanto, as doenças reumáticas englobam um conjunto amplo de sintomas e diferentes diagnósticos. As principais características são: dor, inchaço e deformação nas articulações. O problema normalmente aparece nos ossos, cartilagens, ligamentos e membranas sinoviais, que ficam inflamados.
A medicina ainda sabe muito pouco sobre as causas que levam ao aparecimento desses sintomas. No entanto, diversas pesquisas mostram que a alimentação seguida pelos pacientes interfere bastante no desenvolvimento das doenças reumáticas. Por essa razão, uma das formas de tratamento para amenizar os sintomas é o acompanhamento nutricional, incluindo algumas mudanças básicas no padrão alimentar dos pacientes.
Com base no artigo escrito pela nutricionista Marcella Lamounier para o blog A Nutricionista, hoje comentaremos como os alimentos podem melhorar a vida de quem sofre com as doenças reumáticas. Para cada diagnóstico, são exigidas algumas alterações no hábito alimentar.

Alimentos e Artrose

Os idosos são as principais vítimas da artrose – também conhecida como osteoartrite ou osteoartrose. A doença é caracterizada pelo desgaste das articulações entre os ossos, causando dor, inchaço, ruído nas juntas e dificuldade de movimentação. Esses sintomas, apesar de serem mais comuns na terceira idade, podem aparecer em qualquer momento da vida.
Quem recebeu o diagnóstico da artrose precisa seguir uma dieta balanceada por diferentes razões. Primeiramente, o ganho excessivo de peso, causado por uma alimentação muito calórica, faz com que as articulações fiquem “sobrecarregadas”. Assim, com o passar do tempo, é comum que as articulações comecem a mostrar sinais de desgaste, como uma máquina da qual se exigiu demais.
O ideal é que essas pessoas comam um pouco de tudo, dando prioridade para as frutas, verduras, cereais integrais, carnes pouco gordurosas e derivados do leite. Pesquisas recentes revelam que o consumo de alimentos ricos em antioxidantes podem desacelerar o progresso da artrose. Outras substâncias, como o cálcio, o ácido fólico, o ômega 3 e as vitaminas D e B também são fundamentais para reduzir o avanço da doença.

Alimentos e Artrite 

Outra doença incluída no bojo das chamadas reumáticas é a artrite reumatoide. Ela é menos comum que a artrose, mas apresenta sintomas bem mais sérios. Trata-se de um problema autoimune, ou seja, quando o
Reumatismo
organismo o organismo produz anticorpos contra ele próprio. Nesses casos, uma inflamação crônica atinge a membrana sinovial (que reveste e lubrifica as articulações), podendo também atacar as cartilagens. Os dedos dos pés e das mãos são os mais atingidos, porém qualquer articulação está suscetível à artrite.
Com o avanço da doença, o padrão alimentar dos pacientes pode ficar bastante alterado, por diferentes motivos. A inflamação nas juntas e cartilagens impede a pessoa de realizar atividades simples do dia a dia, incluindo a mastigação e até mesmo o preparo dos alimentos. Os medicamentos usados no tratamento podem agredir o aparelho gastrointestinal, dificultando a digestão e absorção de nutrientes. Também é comum que o paladar fique alterado, levando a uma dificuldade alimentar.

Por tudo isso, é importantíssimo que os pacientes com artrite reumatoide sigam uma dieta balanceada, com foco na ingestão de alimentos mais nutritivos e menos agressivos para o organismos. O uso de alimentos probióticos, como iogurtes e leites fermentados, é excelente para aumentar a flora intestinal e processo digestivo como um todo. Também é importante que essas pessoas incluam cereais integrais, vegetais crus e frutas na dieta, em detrimento de alimentos industrializados. Os produtos ricos em antioxidantes são excelentes para aliviar os sintomas da inflamação e retardar o avanço da doença. Também são fundamentais os alimentos que contêm cálcio e vitamina D, a fim de impedir o enfraquecimento dos ossos.

Alimentos e Gota

A gota é uma doença reumatoide de origem metabólica, que causa a elevação dos níveis de ácido úrico no sangue. Com essa elevação, pequenos cristais do ácido se fixam nos tecidos e nas articulações, levando às dores. Um dos principais sintomas é a dor no dedão do pé, que se espalha pelos membros superiores. Cerca de 95% dos casos aparecem em homens, com idade de prevalência entre 30 e 50 anos. Outros problemas de saúde, como o colesterol alto, o excesso de peso, o diabetes e a disfunção renal geralmente estão associados ao aparecimento da gota.
Assim como nas demais doenças mencionadas, a alimentação também tem um papel importante no tratamento da gota. Os alimentos ricos em purinas, como carnes vermelhas, frutos do mar, embutidos, bebidas alcoólicas, leguminosas e alguns tipos de vegetais precisam ser evitados, pois favorecem a formação dos cristais de ácido úrico nas articulações. Também é importante beber muita água ao longo do dia para ajudar os rins a filtrarem e eliminares as substâncias prejudiciais.
A alimentação ideal do paciente com gota deve incluir mais carboidratos, menos proteínas e poucas gorduras. Alguns tipos de chá também são recomendados, porque aumentam a hidratação do organismo e reduzem os níveis de ácido úrico no sangue (veja a receita de chá para gota). O consumo de açúcar precisa ser reduzido, assim como o de alimentos industrializados. Essas pequenas mudanças trazem excelentes resultados para quem sofre com a doença.

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